ObGesto Silente: um olhar em torno da retrospectiva [Progestos_Obgestos] 1978 – 2012 de António Barros

“As décadas de 1960-1970 ficaram marcadas por uma „atitude‟ artística neodadaísta que António Barros absorveu, mentorizou e esteticamente transformou. Tornando-se exímio criador de environments monocromáticos, ígneos e sepulcrais, onde o negro é o branco, o “branco-negro confiança” como o próprio capitula. Em Portugal, particularmente a partir de 1970, sobressaiu uma comunidade artística que padece hoje, a meu ver, de um lugar de maior visibilidade, pois constituirá um momento fulcral na reconceptualização da arte pós-moderna e consequentemente da arte contemporânea, na medida em que concedeu ao texto o estatuto de intervenção permanente e estabeleceu a performance como linguagem primordial. Neste quadro, os géneros artísticos miscigenaram-se, o texto passou a dialogar com o objecto que, por sua vez, foi retirado do contexto quotidiano. O pictórico funde-se com a literatura e a literatura com o arquigestual (ou como propõe o artista, o “progestual”), abrindo-se esta aos territórios da performance, da acção e do espaço urbano.” – IN Obgesto Silente, 2012

Mupi Dr. Barros

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About Sónia Pina

Investigadora em Filosofia da Comunicação, New-media, Old-media, Ontologias digitais, Fluxus, Visualismo, Info-estética (protocolos visuais da comunicação), Intermedialidades na arte;

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