VERBIVOCOVISUAL Poesia concreta e experimental portuguesa de 1960 a 1975 – ZDB

De 12 de Fevereiro a 15 de Abril

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VERBIVOCOVISUAL propõe uma retrospectiva sobre a primeira geração de poetas experimentais portugueses. Com algumas incursões no final dos anos 50 mas centrada no período compreendido entre 1960 e 1975, esta mostra integra publicações, filmes e trabalhos de E. M. de Melo e Castro, Ana Hatherly, António Aragão, Salette Tavares, José-Alberto Marques, Liberto Cruz (Álvaro Neto), Abílio-José Santos, Herberto Hélder, António Barahona da Fonseca, Alberto Pimenta, Fernado Aguiar e Silvestre Pestana. Estarão representados também os artistas internacionais com quem este grupo partilhou exposições e publicações, como Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Augusto de Campos, Pierre Garnier, Henri Chopin, Ian Hamilton Finlay, John Furnival, Ken Cox, Bob Cobbing, Pedro Xisto ou Mei Leandro de Castro.

Em destaque estará “Concepto Incerto”, conjunto de obras de E.M. de Melo e Castro que reporta à exposição da Galeria Buchholz, em Lisboa, em Dezembro de 1974.

A inauguração será pontuada pela reencenação do happening “Concerto e Audição Pictórica” (1965), num evento transdisciplinar que contará com a participação de António Poppe, Américo Rodrigues, Natxo Checa, Nuno Moura e Rafael Toral.

Propondo um percurso expositivo cronológico, VERBIVOCOVISUAL percorre os antecedentes da poesia experimental, através de bibliografia nacional e internacional publicada em meados dos anos 50 e inícios de 60, para entrar em pleno no período mais profícuo da literatura portuguesa de invenção, até 1975. Números soltos do movimento concretista internacional – como Noigandres, Invenção e Material – junto com publicações da Embaixada do Brasil em Portugal, dão as boas vindas à exposição. Esta primeira parte integra também um número da revista OU, o catálogo da exposição Quadlog, a pre-poesia experimental em Jaime Salazar Sampaio e O’Neill, o concretismo em Ideogramas, e nomeia as exposições Visopoemas, Poemas Cinéticos e Ortofonias. Em simultâneo, uma série de objectos – papéis tipografados, livros editados e de artista, junto com pequenas publicações- cobrem as vitrines e espaços adjacentes, recriando o modus operandi da época. Nas paredes podem ler-se as publicações colectivas PO-EX 1 e 2. Antes de chegar às edições de Operação 1 e 2, e Hidra 1 e 2 atravessamos uma sala onde se projecta o filme Música Negativa no seu formato original, em 16mm. À medida que avançamos, cruzamo-nos com objectos poemáticos de E. Melo e Castro, poesia espacial de Salette Tavares, desenhos de Ana Hatherly, e também cartazes, pequenas publicações, pintura e catálogos, e assistimos, ainda, ao filme RODA LUME – considerado por Eduardo Kaco primeiro videopoema para difusão em banda larga. O percurso finaliza com uma reposição da exposição “Concepto Incerto” que Ernesto M. de Melo e Castro apresentou em 1974, na livraria Bucholz, em Lisboa.

Fora da exposição, numa sala contígua, um conjunto de obras recentes homenageiam a PO-EX:  Alexandre Estrela, António Poppe, Calhau!, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Simões, Manuela Pacheco, Pato Bravo, Sei Miguel e Tomás Cunha Ferreira.

In ZDB.

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About Sónia Pina

Investigadora em Filosofia da Comunicação, New-media, Old-media, Ontologias digitais, Fluxus, Visualismo, Info-estética (protocolos visuais da comunicação), Intermedialidades na arte;

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